Com os avanços da tecnologia dos jogos eletrônicos e o iminente, e muito esperado, lançamento de produtos como o Move, da Sony, e o Kinect, da Microsoft, entusiastas do mundo do RPG vislumbram uma possibilidade, ainda não demonstrada pelas empresas acima citadas, de tornar o jogo de mesa ainda mais interessante e realista.
Os produtos mencionados acima tratam-se de consoles para jogos que interagem com os movimentos do jogador. Mas, no caso do Kinect, não como o já existente Nintendo Wii, que utiliza-se de um controle sem fio que, ao ser manipulado, transmite ao console os movimentos que, por sua vez, os insere no game. O Kinect possui uma câmera que, instalada acima da televisão, capta os movimentos do jogador, tornando o controle, já símbolo de videogames, desnecessário. O Move ainda utiliza um controle, parecido com o do Wii, mas capta os movimentos corporais do jogador alem do espaço do controle. E eles vão ainda mais alem. Aliados à tecnologia 3D os games dão ao jogador a impressão de estar no ambiente do jogo, de interagir ainda mais com os elementos que antes estavam apenas na tela, sem profundidade e distancia.
Essa nova tecnologia faz com que alguns aficionados pelo universo dos RPGs imaginem novas maneiras de jogar. Abre-se a possibilidade de criar e jogar com os personagens virtualmente. Não colocando todo o jogo “dentro” da maquina, mas utilizando-a como meio para ilustrar ainda mais um jogo tão encenado. Imagine pois uma aventura de Star Wars, jogada com Narrador e dados, como qualquer RPG de mesa. Porem, ao invés de só imaginar o personagem com suas vestes e armas, tem-se a possibilidade de vê-lo em uma tela, como você criou, de vê-lo fazendo os movimentos da maneira que deseja. E com o sabre de luz nas mãos! Ou então, no exemplo de Dungeons e Dragons, a chance de se visualizar o seu personagem feiticeiro invocando uma magia a partir de sua movimentação corporal. É tornar a imagem que antes estava só na mente de quem criava (e tentava passar por gestos e palavras aos outros jogadores) visível a todos de forma clara. As batalhas seriam VISTAS, não apenas imaginadas, e tudo isso sem perder as maiores características do RPG de mesa, que são as infinitas possibilidades de história e a interação entre os jogadores. Ressalto, sem perder a originalidade do jogo de mesa. Seria um auxilio para o mestre e os jogadores, um acessório. Mantem-se a estrutura, muda-se a perspectiva.
O Move e o Kinect ainda não estão no mercado. Ambos tem previsão de lançamento ainda para 2010. Evidentemente tal proposta ainda não figura nos planos comerciais (ao menos não que se saiba) das empresas. Mas, como qualquer jogador de RPG, tenho o direito de imaginar o mais longe possível, até mesmo em desvantagens dessa possível inserção que defendi da maquina no jogo de mesa. Mas isso é assunto para uma outra rodada.
